ENTREVISTA A VASCO PIZARRO, CAPITÃO DO ARREBENTA PIPAS (SUPERLIGA GUIMARÃES): «ACREDITAMOS QUE NÃO HÁ MAIOR MOTIVAÇÃO DO QUE A DE TENTAR FAZER HISTÓRIA»

A equipa do Arrebenta Pipas já se encontra na Superliga há algumas épocas. Ainda se lembram dos primeiros passos nas nossas Competições?

– Obviamente que sim, e ainda me lembro das primeiras conversas para a formação da equipa. Começámos pela 2ª liga da Superliga de Guimarães, e fomos campeões só com vitórias. Nessa altura acredito que perdemos somente com a equipa do Prado para a Taça Minho.

A equipa já estava formada ou já se conhecia?

– Já nos conhecíamos, somos um grupo de amigos em que a maioria jogou futebol a nível distrital. Gostamos de praticar a modalidade e fazíamos isso de vez em quando simplesmente por desporto, mas quando vimos que existia esta competição percebemos que poderia ser uma boa experiência. Entrámos nisto bastante relaxados, e sempre com o espírito de competir a um nível amador mas com a intenção de vencer. Acredito que o desportivismo e a humildade são traços dominantes na nossa equipa.

Qual foi o principal motivo para integrarem a Superliga, na altura?

– O principal motivo foi o de sentir um pouco aquela adrenalina da competição, mas aliar isso ao prazer de jogarmos com os nossos amigos.

Quanto à presente época, como classifica o estilo de jogo da equipa? Têm alguma forma específica de jogar?

– O nosso estilo é de jogo é bastante atractivo, muito baseado na posse de bola. Privilegiamos a técnica, gostamos de jogar bem e de marcar muitos golos, mas não deixamos de dar a cara à luta. Acredito que somos uma equipa e temos uma forma de jogar bastante equilibrada.

Qual a disposição táctica em que a equipa se sente mais confortável a jogar?

– Normalmente jogamos 2-3-1 e acreditamos que beneficia o nosso estilo de jogo, mas somos uma equipa bastante versátil nesse sentido.

Quais as qualidades que realça da sua equipa, e quais as vertentes que gostaria de ver melhoradas?

– As qualidades da nossa equipa são assentes no espírito de grupo. Cada um dos nossos jogadores dá algo diferente à equipa e o conjunto destas individualidades faz com que sejamos uma equipa experiente, tecnicamente e tacticamente evoluídos. Tudo isto faz com que nos adaptemos bem às equipas que defrontamos.

Qual é o jogador que o impressiona mais na equipa?

– Não gostamos de individualizar e acreditamos que o colectivo é sempre mais forte. Mesmo assim, tendo em conta o que vi no último evento nacional, temos jogadores que acredito que têm qualidade de Selecção como são os casos do Hugo Rocha, do Pedro Martins, do Ronaldo Rodrigues, do André Pereira e do Tiago Salgado.

Há algum jogador de outra equipa da nossa Liga que desejasse ter na sua?

– Sinceramente, foi algo que nunca nos ocorreu, não pelo valor dos outros jogadores mas porque somos uma equipa de amigos e essa é a principal condição para integrar os Arrebenta Pipas.

Há alguma equipa inserida nas vossas Competições que o cative pelo seu estilo de jogo, ou mesmo pelas individualidades?

– Inserido nas nossas competições gostamos de defrontar a equipa do Prado, e trata-se de uma equipa forte tanto a nível individual como colectivo.

Existe algum rival da equipa? E porquê?

– Existe rivalidade com a equipa da ARCOV. Eles eram os campeões antes da nossa entrada na Superliga, e nós quebramos essa hegemonia, tendo isso em conta e a agressividade (numa forma positiva) da equipa impulsionada pelo seu treinador faz sempre com que sejam jogos quentes. 

Existe alguma palestra motivadora antes de iniciar os jogos?

– Obviamente que falamos um pouco, e tentamos transmitir a cada um confiança, mas não existe propriamente uma palestra virada para a motivação. Acreditamos que não há maior motivação do que a de tentar fazer história.

A equipa foi campeã na época transacta da Superliga Guimarães, e esta época conquistou o 2º título consecutivo ao vencer a Divisão de Elite no Minho. Qual a fórmula do sucesso da equipa?

– Como disse anteriormente, o espírito de grupo é a base deste sucesso. Temos a liberdade de conversar com calma acerca de tudo o que envolve a equipa e acredito que esta amizade se transporta para o campo.

Sobre o momento actual,  a equipa tem feito um excelente percurso no campeonato, e soma apenas 1 derrota na Fase Regular da Superliga Guimarães, sendo que na Divisão de Elite soma 4 vitórias nos 4 jogos realizados. A que se deve o excelente momento da equipa?

– Deve-se principalmente à qualidade dos nossos jogadores aliada ao facto de termos rectificado alguns aspectos menos bons e a uma mentalidade forte de vencer todos os jogos.

A equipa já completou a 4ª Jornada da Divisão de Elite no Minho, e já tem o passaporte para a Final Nacional. Qual é o sentimento, e quais os objectivos para essa fase?

– O sentimento é de orgulho e responsabilidade. Orgulho porque esta divisão de elite tem equipas com qualidade e nós somamos por vitórias os jogos disputados. Responsabilidade porque passamos a representar uma região no evento nacional e os objectivos passam por fazer melhor do que o evento passado em que fomos até às meias finais.

Depois de, na Fase Regular, o ARCOV ter terminado a Superliga Guimarães no 1º posto apenas com 1 empate, pensaram que o título de bi-campeões iria fugir esta época?

– Não nos passou pela cabeça, primeiro porque a única derrota que tivemos deveu-se a um erro da equipa nos últimos segundos de um jogo muito bem disputado com a ARCOV, e segundo porque soubemos retirar daí as ilações necessárias para encarar os jogos seguintes com uma mentalidade mais forte e a prova disso é que após esse jogo ganhámos sempre.

Em breve irão enfrentar o FC União de Famalicão, correspondente à última Jornada da Competição Qual o prognóstico que faz do jogo?

– O que prevemos é mais um jogo difícil porque na elite nunca existem jogos fáceis. Vamos entrar em campo com o objectivo de vencer e preparar em ambiente de jogo o evento nacional.

Pelo que já observou das equipas presentes na Divisão de Elite no Minho, que observações retirou das equipas presentes? Acha que a Liga está competitiva, ou desde início que havia um pequeno lote de equipas que poderia sonhar com o título?

– Acredito que existe mais competitividade nestes moldes e que se torna ainda mais aliciante, as equipas são fortes e exige um foco maior em todos os jogos porque qualquer deslize pode ser fatal.

Agora que está próxima a Final Nacional, a concentração naturalmente começa a focar-se nessa fase. O desejo de serem campeões é muito grande? Esse pensamento tem preenchido a mente dos jogadores?

– É um desejo que nos passa pela cabeça mas não fazemos disso uma obsessão. O evento nacional é recheado de equipas e jogadores com muita qualidade que também querem vencer, mas nós acreditamos que com a humildade e qualidade que nos caracteriza temos hipótese para atingir os nossos objectivos.

E relativamente à Superliga, acha que, de uma forma geral, tem melhorado de época para época?

– Sinceramente e falando a nível local acho que deve melhorar. Acreditamos que as condições têm que ser melhoradas principalmente a nível de bolas e a nível de atrasos nos jogos. O nível da arbitragem tem subido bastante e trata-se de algo que nos satisfaz bastante.

Relativamente ao evento nacional, participámos pela primeira vez no evento passado e ficámos muito contentes com a sua organização, foi realmente espectacular! Neste evento que se aproxima, a direcção decidiu alterar os moldes da competição e fazer o evento num só dia o que à primeira vista me parece um erro, principalmente por obrigar a um tempo mais reduzido de jogo, mas vamos esperar para ver como corre e o que têm preparado.

Que aspectos gostaria de ver melhorados?

– Os aspectos a nível local que, na minha opinião, padecem de intervenção são os que enumerei anteriormente. Por ventura um acompanhamento vídeo maior por todas as regiões para que se possa divulgar ainda mais mas não me parece urgente.

A nível nacional penso que os esforços da direcção estão à vista de todos e lembro que se trata de um projecto recente, em que as melhorias são sempre mais do que que os erros que surgem. 

Como classifica actualmente a Superliga?

– Trata-se de um projecto altamente aliciante para quem participa porque é sem dúvida a melhor competição amadora do país, onde se pode jogar todo o ano e temos a possibilidade de jogar o evento nacional.

Para terminar, gostaria de deixar alguma mensagem aos seus jogadores, ou mesmo a quem nos está a ler?

– Para os nossos jogadores gostaria de publicamente dizer o quanto me deixa orgulhoso caminhar ao vosso lado, em ter em cada um de vós um amigo e poder desfrutar da qualidade da nossa equipa em campo. Espero que no dia 31 de Julho seja, para nós, um dia histórico!
Aos leitores que ainda não participam na Superliga Futebol de 7, gostaria de vos convidar a inscrever. É, sem margem para dúvida, o melhor torneio amador a nível nacional com grandes equipas e grandes jogadores!  

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