ENTREVISTA A HUGO SOLINHO, CAPITÃO DO FEYENOORD COIMBRA (SUPERLIGA COIMBRA): «FICAMOS SEMPRE COM ALGUMA ESPERANÇA DE REPETIR UMA PRESENÇA NA FINAL NACIONAL»

A equipa do Feyenoord já conta com algumas épocas na Superliga. Ainda se lembram dos primeiros passos nas nossas Competições?

Sim, os primeiros passos foram bastante agradáveis e entusiasmantes. Desde a primeira edição, verificamos que as equipas eram bastante equilibradas e que teríamos que estar a grande nível se quiséssemos alcançar uma boa classificação.

Qual foi o motivo para, na altura, integrarem a Superliga?

O principal motivo foi  nos divertirmos a fazer o que todos os elementos do Feyenoord gostam, ou seja,  a jogar futebol de 7. Claro que, como motivação adicional, tínhamos a ambição de tentar fazer um bom campeonato.

A equipa já estava formada ou já se conhecia?

– A equipa já estava formada há vários anos, embora nos últimos anos tivesse sofrido várias alterações na sua constituição.

Que aspirações tem a equipa para a presente época desportiva, em todas as provas em que está inserida? Acha que a equipa do pode ser uma séria candidata ao título?

A equipa do Feyenoord continua a ser muito ambiciosa e, numa primeira fase, pensamos em conquistar o Campeonato e Taça Regional. Para além disto, ficamos sempre com alguma esperança de repetir, pelo menos, uma presença na final nacional, como fizemos há algumas épocas atrás.

Como classifica o momento actual da equipa?

Atualmente estamos num momento delicado em que está a ser difícil colmatar algumas saídas de jogadores importantes. De qualquer forma, o perfil desta equipa está talhado para superar grandes dificuldades e portanto seguimos confiantes com as condições atuais que temos, procurando melhorar a equipa em todos os momentos.

Qual a disposição táctica em que a equipa se sente mais confortável a jogar?

Na maior parte das situações sentimos maior conforto no esquema 2-3-1.

Como classifica o estilo de jogo da equipa? Têm alguma forma específica de jogar?

O nosso estilo varia um pouco consoante os jogadores disponíveis para cada jogo. De qualquer forma, gostamos de um jogo de posse  de bola, tendencialmente ofensivo. No entanto, também nos adaptamos bem num tipo de jogo de contra-ataque e de transições rápidas.

Quais as qualidades que realça da sua equipa, e quais as vertentes que gostaria de ver melhoradas?

Acima de tudo há um grande espírito de equipa e de entreajuda que permite que todos se sintam bem e confiantes. Neste momento, apenas temos como aspeto a melhorar o número de jogadores disponíveis, e o respetivo entrosamento dos novos jogadores.

Qual é o jogador que o impressiona mais na equipa? 

– No Feyenoord o que normalmente sobressai é própria a equipa.

Há algum jogador de outra equipa da Superliga que desejasse ter na sua?

Existem muitos bons jogadores nas outras equipas que gostaríamos de ter na nossa equipa, mas parece-nos indelicado nomear qualquer um.

Existe algum rival, ou uma equipa que temem ao longo da época?

– No campeonato atual, tanto o M-Team como a AAC Geração 90 parecem ser fortes e, consequentemente, os nossos principais adversários, mas não temos qualquer tipo de rivalidade senão a mais salutar, e do ponto de vista desportivo e competitivo.

Existe alguma palestra motivadora antes de iniciar os jogos?

– Sim, achamos que a comunicação é fundamental e, normalmente, um dos capitães de equipa assume o papel de liderança e aposta numa pequena palestra que aborda aspetos técnico-táticos, e também de motivação.

Já tiveram a oportunidade de estar presentes em várias Finais Nacionais, e inclusive foram vice-campeões na primeira presença. Qual foi a sensação que viveram altura?

– Foi uma sensação muito boa que também teve o seu momento “amargo” quando perdemos a final. De qualquer forma, toda a equipa ficou extremamente orgulhosa do seu feito e com vontade de fazer mais e melhor.

A AAC Geração 90 tem-se destacado nas últimas duas épocas, e venceram recentemente o confronto entre as duas equipas. É um objectivo terminar com a hegemonia da equipa em causa, que outrora já pertenceu ao Feyenoord?

Tentamos fazer mais e melhor a cada jogo. A Geração é uma excelente equipa que respeitamos imenso, mas que achamos que se equipara à nossa e que, consequentemente, pode sair derrotada. Nos últimos embates, a vitória tem caído para o lado deles, mas temos sentido que o equilíbrio tem sido a nota dominante. Assim, estamos confiantes que podemos acabar com essa hegemonia já esta época.

Já disputaram jogos sem conta na nossa Liga, mas qual o jogo mais inesquecível que já viveu?

– São muitos jogos mesmo. É difícil destacar algum, mas os que decidiram as nossas vitórias nos campeonatos foram os mais saborosos.

Qual é o clima que se vive em Coimbra com os restantes capitães de equipa?

O clima é bastante bom, havendo um respeito mútuo.

E relativamente à Superliga, de uma forma geral, acha que tem melhorado de época para época? Que classificação atribuiria?

– Penso que seria importante conseguir alargar o número de equipas da liga. A divulgação e marketing podem melhorar. A classificação é a de 7 em 10.

Que aspectos gostaria de ver melhorados?

– Maior número de equipas. Mais divulgação.

Para terminar, gostaria de deixar alguma mensagem aos seus jogadores, ou mesmo a quem nos está a ler?

– Como mensagem final fica apenas o registo de ser um prazer fazer parte da equipa do Feyenoord, e que espero que organização da Superliga continue a melhorar a cada dia de maneira a proporcionar mais e melhores momentos competitivos e de confraternização.

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