ANÁLISE DE RAFAEL REIS (JORNALISTA ABOLA) ÀS EQUIPAS PRESENTES EM LAGOA – FUTEBOL 7

Pode classificar-se como um rotundo sucesso a Final Nacional 5&7: uma junção de salutar convívio, qualidade de jogo entre futebolistas amadores, excelente clima com dois dias solarengos no belíssimo cenário que é Lagoa, no Algarve e uma organização de topo composta por uma equipa multifacetada composta por profissionais dedicados às mais diversas áreas que tudo fizeram para que o evento realizado pudesse ter sido um sucesso. No final, as expectativas foram claramente satisfeitas.

Central Mensageiro no que respeita ao Futebol 7 levou a melhor sobre várias equipas de monta que também elas poderiam ter alcançado o título dada a capacidade que demonstraram. Entre todas elas, eis os oito destaques a reter, não respeitantes aos oito melhor colocados na tabela classificativa:

Central Mensageiro – O seu responsável, Paulo Leão, recusava favoritismos na flash-interview de antevisão realizada ainda na véspera de a prova se iniciar. Preferiu apontar a que todos os seus jogadores se divertissem e em termos de resultado final… logo se veria. Acabou por ver-se na final e a aumentar o pecúlio da equipa lisboeta para cinco títulos nacionais e com direito a dois prémios individuais atribuídos a Darlan Ribeiro como melhor guarda-redes e Nélson Paiva como melhor jogador. Dois internacionais por Portugal a quem assenta bem um título nacional.

Barreiro Stara Zagora – Parece talhada a surpreender os restantes adversários nas Finais Nacionais em Fevereiro e quando existe a possibilidade de repetir a História… o Stara Zagora repete-a: depois de uma fase de grupos dividida entre uma estreia fácil perante o GA Tamos Aí e uma batalha discutida ao pormenor com o Portuense, no momento da decisão, tal como há um ano em Quiaios a equipa barreirense teve pela frente a campeã nacional em título Florgrade na meia-final e venceu, seguindo-se depois Central Mensageiro e um desaire na partida decisiva.

História reeditada sobre todos os aspectos com apenas um ano de intervalo: vitória sobre a poderosa Florgrade, presença na final e derrota com o Central para dar por terminada uma presença de destaque tendo em conta o controlo emocional apresentado e os recursos técnicos apresentados por Huguinho, provavelmente o jogador tecnicamente mais dotado da competição, um futebol de grande intensidade sobre as alas, especialmente a direita, e um sagaz Nuno Dias no momento da finalização que se sagraria mesmo o artilheiro-mor da competição.

Lusitânia de Lourosa/Florgrade – Por vezes, nem sempre é bom ultrapassar a fase de grupos sem problema. Para a Florgrade, que defendia o seu título, parece ter existido uma discrepância grande em termos de grau de dificuldade entre a fase de grupos, na qual ultrapassou facilmente a oposição que lhe foi colocada por Café Trevos e Innerjoin e até os ’oitavos’ ante o UD Palhota comparativamente com a excelente condição que apresentaram os adversários que se lhes seguiram.

Tudo se complicou quando surgiu pela frente o bem rodado Barreiro Stara Zagora que se apresentou, tal como há um ano, muito forte na Fase Final invernal. Desta feita, a grande figura individual terá mesmo sido o guarda-redes Luís Belinha que se apresentou ao mesmo nível das anteriores participações e no Verão deverá ser certamente ser acompanhado por uma equipa fortalecida em termos de efectivo. Nesse período do ano, os aveirenses são anualmente fortíssimos.

AMBCV – A grande sensação desta edição: já havia deixado boas indicações nas duas anteriores Finais Nacionais, mas parecia sempre faltar algo nos momentos de decisão em conjugação com sorteios infelizes. Desta feita em Lagoa parece ter dado o passo em frente que já ameaçava deixando também de mostrar-se tão excessivamente dependente da capacidade finalizadora de Armando Gomes, que neste torneio não deixou de marcar mas passou a ter a sua influência dividida com outros bons jogadores como Delgado, Hugo Lopes ou Carlos Pinto.

Para além deste trio que encarrilou – e bem – o jogo ofensivo desta equipa que apenas caiu na meia-final e aos pés daquele que se sagraria campeão nacional, o Central Mensageiro, também o guarda-redes Mauro esteve em plano de evidência ao apurar a equipa para esse desempate ao levar a melhor sobre a equipa Balizas/Auto ManaiaCar no desempate por grandes penalidades.

8125 – Abriu a competição com uma boa exibição e exibiu-se sempre a um plano muito satisfatório com uma equipa segura e sempre bem posicionada que teve nos oitavos-de-final o seu momento mais alto ao golear por 5-0 o seu vizinho regional IDFG para conquistar o estatuto que não sendo oficial não lhe deverá ficar indiferente de ter terminado como melhor equipa algarvia de um evento que se realizou em solo algarvio.

UD Palhota – Teve o mérito de saber recuperar-se de uma má entrada em prova que resultou numa derrota e cumpriu as expectativas que alimentava ao ter ultrapassado a fase de grupos na sua primeira participação. Apresentou um futebol abnegado apesar da ausência de vitórias e não sairá defraudado desta sua primeira presença numa Final Nacional que terminou nos oitavos-de-final quando expectavelmente caiu aos pés do amplamente favorito Lusitânia Lourosa/Florgrade.

Os Pupilos da Dina – Um curioso caso de que por vezes o destino de uma equipa numa competição não deve reger-se pelos resultados que obtém; teve pela frente um grupo difícil perante o AMBCV, que os derrotou na partida de estreia, e o Bonde Sem Freio, frente ao qual conquistaram uma igualdade que colocou a equipa na fase seguinte na qual voltou a ser derrotada, desta feita pelo futuro campeão Central.

Em suma, uma equipa que encontrou um sorteio difícil e sai de competição sem vitórias alcançadas, mas deixando indicativos positivos especialmente frente ao AMBCV num desafio em que…foi derrotado mas rubricou uma excelente segunda parte na qual merecia ter resgatado uma igualdade com uma circulação de bola fluida reveladora de qualidade.

Innerjoin Team – Mais uma equipa que não conquistou vitórias, mas certamente sairá satisfeita da competição. Cumpriu no desafio que correspondia ao ‘seu’ Campeonato, empatando com o Café Trevos e dessa forma assegurou logo ao primeiro jogo a qualificação para a segunda fase, tendo entrado em campo para a última partida do primeiro dia, quando já havia caído a noite, para discutir o primeiro lugar do grupo com a Florgrade. Esteve longe de o conseguir, é certo, pois foi derrotado de forma confortável, mas leva consigo o mérito de ainda ter criado alguns nervos à equipa favorita.

Nessa partida, a Innerjoin conseguiu resistir ao assédio da Florgrade que criava sucessivas ocasiões de perigo mas apenas conseguiu marcar nos últimos minutos da primeira parte, tendo mostrado boa consistência defensiva e até espreitado já quando a Florgrade jogava com maior descompressão a obtenção de um golo ao ter saído em transição por uma mão cheia de vezes nas quais em boa parte delas chegou a dispor de situações de isolamento dos seus atacantes perante Luís Belinha, guardião que fez valer os seus créditos e correspondeu sempre com defesas de elevado grau de dificuldade.

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